09 abril 2011
Cacos
30 junho 2010
De Passagem
O carro passa, o vento passa,
a folha passa, a paisagem passa e ela fica.
O beijo passa, o abraço passa,
o carinho passa, o jeito passa e
a saudade fica.
O olhar fica, o sorriso fica,
a voz fica e o medo passa.
Mas tudo volta e me engana,
com uma distância, uma inconstância
e tudo fica e ela passa.
E eu desisto, mas isso passa.
Eu volto tolo, com sorriso bobo,
um olhar perdido,
uma imaginação qualquer de qualquer coisa que nem vivemos
e ela fica.
Eu espero, pois ainda quero
e antes que isso passe eu tento,
mas até tentar cansa e tudo volta ao início,
ela sem qualquer resposta,
eu sem qualquer certeza
e tudo passando bem devagar.
(Thiago Pacheco)
03 maio 2009
Impendente

É tudo tão comum
(Thiago Pacheco)
26 abril 2009
A Não Ser

Aqui é só um vagabundo, querida.
Que só quer amar alguém,
que deseja ser feliz
levando a vida por um triz.
É só um vagabundo, querida.
Que se apega as suas lembranças,
que se afoga em copos rasos,
que tentar ser diferente
sendo tão comum.
Um vagabundo irritado,
que já cansou de sorrir forçado,
que já agradou demais,
que já calou demais
e que sofreu o mesmo tanto.
Aqui é só um vagabundo, querida.
Que está perdido, sem referencias,
sem destino algum,
sem algo a perder.
A não ser...
Um vagabundo de mesmas músicas,
mesmas palavras sem sentido,
mesmo sentimentalismo barato.
Um vagabundo com o mesmo orgulho e rancor,
com as garrafas vazias de sempre.
Aqui é só um vagabundo
que vai seguir teus conselhos, querida.
Vai parar de morrer na bebida
e viver de amores só pra ti.
(Thiago Pacheco)
21 abril 2009
Esvaecemos

Nossos suspiram cessaram,
O pra sempre acabou,
Esse caminho tão diferente,
Nossos defeitos agora
são problemas.
O pra sempre acabou,
Está por aí,
20 março 2009
Sorte no Jogo

Vamos começar pelo fim,
relembrar as velhas dores.
Mexer nas feridas fechadas
e fingir que estamos bem.
Vamos nos recriminar,
brigar por poucas coisas.
Vamos gritar em praça pública
pra que todos ouçam o nosso vazio.
Vamos aceitar as flechadas,
as pedras arremessadas.
Enxugar lágrimas forçadas.
Aceitar a traição desmedida,
inesperada.
Vamos nos despedir de todos,
levar nossos órgãos
aos ninhos de asfalto.
Os pássaros levam todos eles.
Nós ficamos sem saber o que fazer,
só existimos.
Vamos ouvir,
reclamar, nos expulsar.
Nos descontrolar nos nossos corpos.
Testar nossos limites,
eles fazem isso muito mal.
Vamos embora,
com ou sem esperança.
Vamos todos embora.
Cantando versos comprados,
rimando coisas sem valor,
guardando rancores,
vamos todos.
Vamos arrumando nossas malas,
arrumando os sentimentos,
fechando portas que nunca deveríamos ter aberto.
Ouvindo gargalhadas
e suspiros ao sair.
Vamos nos questionar,
questionar os outros.
Vamos fingir acreditar,
deixar nossos joelhos machucados
e nossas mentes vazias.
Vamos esperar a salvação
ou a condenação exata.
Vamos todos sem destino algum,
brincando de deuses,
morrendo sem objetivos,
com sorte no jogo
e esperar o tempo passar.
Vamos tempo...
passe, passe.
(Thiago Pacheco)
12 março 2009
Um Pouco
25 novembro 2008
Sofá de Sonhos

a serem realizados
junto ao conformismo dos sentidos
que escolheu
ela está.
Ainda usando seu vestido curto,
das cores que sempre lhe caem bem,
fumando aquele cigarro barato
que adora e que lhe parece muito mais agradável
por ninguém gostar.
Bebendo suas cervejas baratas
que não te importam,
só vale mesmo o efeito,
que cada dia demora um pouco mais
pra chegar.
Ouvindo velhas canções
que te fazem lembrar um passado
cada vez mais próximo
a cada gole amargo,
a cada nota.
Deitada, olha para o vazio,
não aquele vazio passageiro,
o vazio interno que lhe segue
como de costume.
E olha para si
e pra todo o gigante que encontra
definhando e sorri.
Em todos os seus sonhos,
conformismo e destino se misturam,
ficando em paz e sorrisos,
com seus medos guardados,
seus anseios deixados de lado
e sua beleza passageira.
Se encontrando
no lugar vazio a mesa,
na lágrima que nem sente em derramar.
Olhando para todo o gigante a definhar
e sorrindo para desistência
dos tolos.
És auto-suficiente.
(Thiago Pacheco)
08 novembro 2008
Escolha

Acorda menino,
mesmo com os olhos fechando ande,
ela não vai aparecer
vestida de sentimentos pra você desfrutar.
Levanta do chão,
as melhores bebidas
e o gosto dos beijos
não virão em pratos limpos.
Se quiser se embriagar
com os desejos,
arder ou não
vai ser escolha tua.
Ela não vai surgir
pra te beijar assim,
nem vai sussurrar teu nome
em voz baixa tão fácil.
Nem discutir com você
pra ter sua atenção.
Porque ela precisa ser vista,
desejada, conquistada.
Acorda menino,
ela está lá fora,
onde suas pernas precisam ir
porque nada vai ser de graça.
Não vai ser tão fácil
quanto quer.
Os beijos que sente falta de ter
não chegarão em bandejas,
onde está não poderá vê-la.
Ela está lá fora
com as complicações que você vai gostar de ouvir
e suas opções estão cada vez mais claras.
Se acomodar não é solução,
nem se acostumar
a ser sempre assim.
O sofá toma sua forma
e sua voz não poderá ser ouvida.
Por mais que você grite
e imploda isso não mudará.
Ela continuará a caminhar
pelas ruas que você deveria passar,
vai beber as bebidas que deveria oferecer,
vai sorrir e vai chorar
E você não vai estar.
(Thiago Pacheco)
05 novembro 2008
Mais Uns Versos Pobres

Vou começar meu texto
com palavras simples,
mas eu me conheço
e lá vou eu
usando minhas rimas iguais
que busquei nos livros
da estante.
Montando os versos
com metonímias,
pleonasmos
e com palavras repetidas.
Usando mil clichês
numa repetição sem graça,
admirando minhas próprias palavras,
viajando no meu imaginário.
Fazendo rodeios
em volta do esperado,
pra terminar meus versos pobres
com o que você já viu antes.
Dizendo-te mais uma vez
que quando ouço aquela música
ainda penso em você.
Todos os versos
são feitos de lembranças
nunca vividas.
E todo o resto,
por mais que eu tente mudar,
você sabe como termina.
(Thiago Pacheco)
[Eu voltei... graças a Rainer Maria Rilke (Cartas a um jovem poeta). Em sua primeira carta encontrei o motivo da volta. No mais... é isso.]
01 agosto 2008
Pão e Circo

eu pensar tanto em você.
Mas o que isso importa?
Nada vai mudar
só porque fica andando
e brincando em minha mente,
alimentar sentimentos
é fingir que eles existem.
E eu não tenho nada no peito,
a não ser um velho órgão
que bate sem muitas surpresas.
Eu ainda nem toquei em você.
Nem sei o motivo
que me leva a tê-la
em pensamentos bobos,
nem sei por que escrevo isso.
É tudo tão sem graça.
Mas tenho certeza
de que não é tão normal assim.
Se for pra ser sentimento
que doa de uma vez,
ainda não conheci nenhum
que passe inteiro no final.
Então não finja ser diferente,
beije-me logo, mesmo que nervosa.
Brigue comigo e depois volte
com cara de arrependida
ou orgulhosa, sei lá...
Em seguida me ame,
mesmo sendo seu amor corriqueiro
e sem deixar recado,
deixe-me e seja saudade.
Eu vou entender.
(Thiago Pacheco)
[PS: Escrever é algo que adoro fazer (mesmo não sendo tão bom) e gosto de escrever o que sinto, o que passo na realidade. Falar de amor e de todas essas coisas relacionadas ao mesmo, pra mim está sendo complicado, eu não estou vivendo isso e escrever sobre o que estou passando seria repetitivo. Por isso resolvi dá um tempo no blog, dá um tempo pra mim mesmo, viver coisas novas pra escrevê-las. Pode ser que eu volte em alguns dias ou meses, ainda não sei. Um abraço a todos.]
02 junho 2008
Jasmin, Orquídea e Helicônia.

É como um beijo roubado
ou uma rosa entregue
das mãos de uma criança.
Como um sorriso tímido,
ou beleza das pequenas coisas,
simplicidade em cada nota.
É como palavra bonita,
ou versos de carinho
mesmo em tamanha timidez.
É duvida gostosa de sentir,
medo do que se possa ouvir.
Abraço dado sem pedir,
carinho seguido de olhar
sem pedidos em troca,
mas o que pedir terá.
A voz tão macia
que quase posso tocar.
Parece ser tudo
o que sempre quis.
É a felicidade
que eu tenho que conquistar.
(Thiago Pacheco)
04 janeiro 2008
Ela

A felicidade me beijou
e disse que me amava.
E dos seus lábios
fiz estradas infinitas
tão puro e belo
quanto seus sentimentos.
Viajei em seus caminhos
e dos seus olhares
fiz escadas pra te alcançar.
Sentindo-te uma asa solta,
uma nota aguda no salão da imaginação ,
o sopro mais gostoso de sentir.
Porque a felicidade me sentiu
e me beijou
só por amor.
Sinto-te mais próxima
como um órgão batendo
pelo corpo intacto,
como uma doença boa.
Como um sorriso solto,
um olhar simples e profundo,
a coisa mais linda
por mim vista.
E ela me beijou
dizendo que me amava.
(Thiago Pacheco)
11 dezembro 2007
Nosso Filme Imaginário.

Hei meu amor
ainda não foi como nos filmes.
Sentimos a dor real,
sem o herói do final
sem o acaso que uni todas as coisas.
Com lágrimas reais
de sofrimentos distintos e reais.
Não é como nos filmes,
sem os mocinhos,
sem as damas aguardando
um amor pra vida toda.
Hei meu amor,
as decepções são verídicas
presenciadas pelo destino
que tem fim
nesse filme imaginário.
Vamos sofrer
como todos os outros sofreram
pensar no outro como nos filmes
e viver depois dos créditos.
Nem pense no amor infinito
nesse nosso filme de vidas
reais o infinito é finito
e das lembranças vamos viver.
Sem o beijo no final,
sem o herói aguardado,
com o amor de memórias
e sem créditos no final.
E ainda sim
felizes seremos meu amor.
(Thiago Ajairon)
21 novembro 2007
O Mais Importante.

Te amar agora nem é o mais importante,
sentindo essa dor,
remoendo o resto
o que sobrou desse eu amargurado.
*
Mudar minha vida foi em vão,
e às vezes sinto falta
das lagrimas que não derrubei.
Ou simplesmente
arrependo-me de viver aquilo
por está vivendo isso hoje.
*
Mostrar-me forte...
isso sim está se tornando
cada vez mais difícil.
Enquanto meus pedaços estão
sendo destruídos
dentro dos meus pensamentos,
levados a você.
*
Enquanto memória existe,
só me faz lembrar
nem sei por que.
*
E ter que ver
sem saber ao certo
das coisas que virão por ai,
sem sentir ao certo
meu orgulho destruído por alguém ausente,
sem viver ao certo.
*
E te amar agora nem é o mais importante.
(Thiago Ajairon)
13 novembro 2007
Os Dias

As manhãs continuarão
sem brilho, sem gritos, com nada,
no tédio da falta.
*
e no olhar perdido, mal visto
não consigo ver
a presença.
*
e a alegria neles pertencentes
será somente nostalgia
sem a alegria.
*
pela mesmice sem fim,
pelo silêncio quebrado,
no gosto amargo
a falta será cada vez mais presente.
*
Oh à noite!
Será por muitas vezes
e cada vez
mais vazia.
*
(Thiago Ajairon)

